Regras do futebol para cegos
Liwisgton, atleta da seleção brasileira sendo vendado com um Protetor Oftálmico

Protetor Oftálmico usado pelos atletas de futebol para cegos.

O Futebol de 5, Futebol de Cegos, paralímpico é disputado por pessoas completamente cegas, inseridos na categoria B1 (Inicial em inglês para Blind, refere-se aos atletas que possuem grau de visão muito próximo ou igual a 0%). Para evitar que haja disparidade entre os atletas provocada por possíveis resíduos visuais, a regra os obriga a utilizarem o Tampão Oftalmológico, coberto por uma venda. Vale ressaltar que os goleiros enxergam (videntes). Mas, para evitar que influam demasiadamente na dinâmica da partida, eles têm sua área de atuação de atuação restrita a uma pequena zona retangular de 2 por 5 metros, próxima ao gol. Além disso, um guia (chamador), posicionado atrás do gol adversário, orienta os jogadores de ataque de sua equipe.

A quadra do futebol para cegos é a mesma em que é jogado o futsal convencional, ou seja, comprimento de no mínimo 38 e máximo 42 metros, e a largura medindo de 18 a 22 metros. A única modificação que se tem em relação à quadra de futsal convencional é a necessidade de banda lateral, um conjunto de compensados de madeira de um metro e meio de altura que percorre toda a lateral da quadra. Dessa maneira, a bola só sai de jogo na linha de fundo, dando ao esporte um dinamismo muito maior. Cada partida tem dois tempos com duração de 25 minutos cada.

Torcida vendo um atleta do Brasil e outro da Argentina disputando a bola próximo a banda lateral. O árbitro observa a partida de longe.

banda lateral de madeira ou alumínio para que a bola não saia e o jogo tenha um dinamismo maior.

O elemento mais curioso que envolve o futebol praticado por pessoas cegas é a bola. Ela tem a superfície recoberta por gomos dentro dos quais são acondicionados e costurados guizos de ferro. Quando a bola está em movimento, esses guizos balançam no seu interior e o som produzido orienta os atletas. Todas essas adaptações visam aproximar o futebol praticado pelos cegos daquele que é mundialmente conhecido. Para que os jogadores consigam ouvir o barulho do guizo dentro das bolas é fundamental que a torcida permaneça em silêncio durante o decorrer da partida.

Bola com Guizo na mão de uma pessoa

Bola de futebol para cegos com guizo em seu interior para orientar os atletas.

Com regulamento polido e elaborado, o futebol de 5 não é um esporte perigoso, ao contrário do que muitas pessoas imaginam. Esta é uma ideia que se dissipa rapidamente quando se presencia uma partida disputada com supervisão e estrutura adequadas. Existem choques, mas não mais que em uma partida de futebol entre videntes. A de se levar em conta que são oito jogadores completamente cegos disputando a posse de uma única bola, de modo que o contato com o rival, além de inevitável, faz parte da própria dinâmica do jogo.

Futebol de Baixa Visão

Além da categoria B1, que é a categoria existente nos Jogos Paralímpicos, existem também as categorias B2 e B3 para futebol de 5. A categoria B2 é para jogadores que têm a percepção de vultos. Eles têm a capacidade de reconhecer a forma de uma mão até a acuidade visual de 2/60 e/ou campo visual inferior a 5 graus. Já o jogador B3 consegue definir imagens. Da acuidade visual de 2/60 a acuidade visual de 6/60 e/ou campo visual de mais de 5 graus e menos de 20 graus.*

Os atletas das categorias B2 e B3 jogam juntos, porém em uma partida deve-se ter em quadra, no mínimo dois jogadores da classe B2 durante toda a partida. Em caso de lesão de um jogador na categoria B2, deverá ser substituído por outro jogador B2, Em caso de não dispor de jogadores B2 para tal substituição, deverá terminar a partida com 3 (três) jogadores de linha.

*Fonte: http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/paraolimpiadas/modalidades/futebol-de-cinco
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